Palestra Por uma metafí­sica do rock: Bob Dylan e Gilles Deleuze, com Fernando Chuí­ e Daniel Lins.

Por que um filósofo se interessa pelo rock? Por uma razão muito simples: a música na idade é uma questão filosófica, de pleno direito. Grande foi a preocupação de Platão, na Republica, a respeito da introdução de um novo gênero de música, da qual diz, “É necessário se proteger: senão, corre-se o perigo de tudo comprometer (…)não se pode mudar os modos da música sem sacudir as mais importantes leis da Cidade”. A fascinação de alguns roqueiros por Deleuze, sua participação em gravações de grupos de rock, o uso que faz de algumas letras de Bob Dylan para pensar sua filosofia, há no rock algo que, afora uma simples “cultura”, constituíam mesmo tempo um elemento de autocriação. É
como se houvesse em seu coração uma espécie de cogito do tempo, e uma relação com algo que é da ordem dos sentidos e da verdade, em permanente devir, de uma metafísica dos fluxos, dos moleculares: órfã, errante.

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