Os sujeitos se constituem em contexto. Os ideais que lhe servem de referência, os modelos identitários a que aderem, as modalidades de prazer e de sofrimento que organizam sua existência expressam os traços fundamentais do mundo social em que vivem. Nas Últimas décadas este cenário tem sofrido transformações profundas. O esvaziamento da polí­tica e da ação coletiva, a explosão das biotecnologias, a espetacularização da vida social, o elogio à  performance etc, têm produzido impactos nos processos de subjetivação, redesenhando fronteiras tradicionais entre mente e corpo, normal e patológico, natural e artificial, real e virtual.

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