Cartografias culturais mistas de toda espécie vem sendo traçadas. Ao mesmo tempo, há uma complexa criação de novos territórios existenciais que se fazem e se desfazem em um mundo irreversivelmente globalizado. Perguntar se universos marcados pela hibridação, a flexibilidade, a fluidez (mais recentemente qualificados de “líquidos”) devem ser recusados ou celebrados, é falso problema: trata-se apenas, como diriam Deleuze e Guattari, do diagrama de nossa atualidade, sabendo-se que esta, como toda forma de realidade, se produz no embate entre as diferentes políticas de sua construção.  É disso que pretendo tratar, percorrendo a trajetória desta questão em meu próprio trabalho, no qual ela aparece pela primeira vez nos anos 1980, com a formulação do conceito de “subjetividade antropofágica” – inspirado, em parte, no Movimento modernista.

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