As boas maneiras tiveram uma época de grande esplendor, que foi quando reinava a etiqueta. Em torno do rei da França, Luís XIV, e de outros monarcas, inclusive no Brasil, havia uma representação da vida social mais valorizada, que era a da nobreza. A etiqueta permitia rotular cada pessoa, etiquetar cada categoria social. Por isso mesmo, quando a sociedade se democratiza, muitos desses gestos se tornam vazios e mesmo ridiculos. Mas isso não deve significar o fim do cuidado com o outro. Ao contrário, uma sociedade democrática necessita que cada um mostre que respeita os outros, e que esse respeito seja mais importante do que as diferenças de classe, etnia, gênero ou outras. Como no Brasil a democracia é jovem, nosso respeito pelo outro também tem muito a fazer, ainda.

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